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Airbnb. Lisboa e Porto recebem mais de 5,5 milhões da taxa turística

Estes valores foram cobrados pela Airbnb ocorrem, numa altura, em que a atividade turística regista um abrandamento. 

A Airbnb revelou que, nos primeiros nove meses, entregou 3,7 milhões de euros à câmara de Lisboa e 1,8 milhões de euros à câmara do Porto, relativos à aplicação da taxa turística. Ao todo, as duas autarquias receberam mais de 5,5 milhões de euros. 

Lisboa, que aplica uma taxa turística de um euro por dormida desde abril de 2016, recebeu um total acumulado de 9,3 milhões de euros em taxas turísticas através da plataforma online de alojamento, distribuídos por 1,7 milhões de euros entre maio e dezembro de 2016, 3,8 milhões de euros em 2017 e mais 3,7 milhões de euros entre janeiro e o final de setembro deste ano.

Já este ano foi celebrado  um acordo com a câmara do Porto, que começou a ser implementado em abril. Segundo a plataforma, foi entregue à câmara municipal do Porto “mais de 963 mil euros em taxa turística”, cobrada entre abril e junho. Recorde-se que, esta taxa começou a ser aplicada na cidade nortenha, a 1 de março no valor de dois euros por dormida com vista “mitigar o impacto da pegada turística” na cidade. 

Abrandamento do setor

Estes valores foram cobrados pela Airbnb ocorrem, numa altura, em que a atividade turística regista um abrandamento. Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), nos primeiros nove meses do ano, os estabelecimentos hoteleiros receberam mais de 16,5 milhões de hóspedes. Este número de hóspedes acaba por representar um aumento de 1,33% em relação a igual período do ano passado, transformando-se num menor crescimento homólogo. Aliás, é preciso recuar até 2012 para encontrar uma correspondência: nesse ano, o número de hóspedes caiu 1,42%.

A somar a este recuo está ainda um outro sinal de travagem: nos primeiros nove meses foram registados mais de 46,12 milhões de dormidas, menos 0,53% do que em 2017. Esta é a primeira grande queda neste indicador desde 2009, ano em que as dormidas diminuíram 7,5%.

Para o INE, estas trajetórias descendentes podem ser explicadas “pelo mercado externo, já que o interno continua a dar sinais de crescimento”.

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Jornal i
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