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Imobiliário. Proprietários pedem em média mais 22% face ao preço final de venda

Entre dezembro de 2017 e o mês homólogo de 2018, o preço pelo qual as casas em Portugal têm vindo a ser vendidas aumentou 15,4%

A especulação imobiliária atira para cima, a realidade atira para baixo. Se é verdade que o valor médio pelo qual muitos imóveis estão a ser vendidos em Portugal tem vindo a aumentar progressivamente, também acontece que raramente os valores pedidos a princípio acabam por ser pagos. De acordo com dados da Confidencial Imobiliário (CI), o diferencial entre o valor pedido e o depois pago, nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e Porto, está agora nos 22%. Por outras palavras, as casas saem 22% mais baratas do que o valor pedido inicialmente pelos proprietários. Esta notícia é avançada esta quarta-feira pelo “Público”.

Entre dezembro de 2017 e mês homólogo de 2018, o preço pelo qual as casas têm vindo a ser vendidas aumentou 15,4%, divulgou na terça-feira a Confidencial Imobiliário, uma entidade privada que agrega as transações registadas no mercado imobiliário a partir de dados das imobiliárias.

O concelho que apresenta valores mais acentuados de diferencial é o Porto, atingindo os 30%. Lisboa, por sua vez, apresenta um diferencial alinhado com a média geral, de 22%.

“Este valor demonstra algo simples: os proprietários têm expectativas de preços desencontrados da realidade da procura efetiva”, disse Ricardo Guimarães, diretor da Confidencial Imobiliário, em declarações ao “Público”.

De acordo com o matutino, a empresa conseguiu apurar o diferencial entre a oferta e a procura efetiva, construindo um rácio entre o valor médio de oferta que é colocada nas plataformas com que constrói o SIR – Sistema de Informação Residencial e o valor pelo qual elas são escrituradas.

Origem
Expresso
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