O Presidente norte-americano, Donald Trump, aterrou em Pequim para uma cimeira com o homólogo chinês, Xi Jinping, evento que promete agitar os mercados globais nas próximas sessões.
Trata-se da primeira visita de um Presidente dos EUA à China desde 2017, quando o próprio Trump já havia estado em território chinês.
Que empresas norte-americanas acompanham Trump
O avião presidencial norte-americano, Air Force One, aterrou na capital chinesa pelas 19h50 locais, e Trump foi recebido pelo vice-presidente chinês, Han Zheng, numa cerimónia que contou com cerca de 300 jovens e uma guarda de honra militar.
Mas foi na composição da que os mercados fixaram atenção. O magnate Elon Musk, líder da Tesla e da SpaceX, o CEO da Apple Tim Cook, o patrão da Boeing Kelly Ortberg, e o fundador da Nvidia Jensen Huang fazem parte do grupo empresarial que acompanha Trump.
"Vou pedir ao Presidente Xi que abra a China para que estas pessoas brilhantes possam fazer a sua magia", escreveu Trump na rede social Truth Social.
Que acordos podem sair desta cimeira?
Entre os temas em cima da mesa estão a guerra aduaneira, a situação no Irão e a venda de armas a Taiwan.
No topo da lista de desejos dos EUA está a confirmação de uma encomenda massiva de aeronaves à Boeing, num negócio que pode ultrapassar os milhares de milhões de dólares.
Pekim manifestou-se pronta para "expandir a cooperação e gerir disputas", indicando que ambos os países procuram prolongar a trégua alcançada em outubro.
Os principais pontos em negociação incluem:
Acordos no sector agrícola, com destaque para a soja e cereais
Confirmação de encomendas de aviões à Boeing
Redução das tensões comerciais entre ambas as potências
Coordenação sobre questões geopolíticas internacionais
O que significa para o investor português?
Para o investidor português, esta cimeira merece acompanhamento atento.
Empresas nacionais com exposição aos EUA ou à China — como a Galp, a EDP ou a Jerónimo Martins — podem sentir o impacto de qualquer acordo ou escalada nas taxas aduaneiras.
O PSI e as principais praças europeias deverão reagir ao resultado das conversações entre Trump e Xi.
Uma eventual trégua sustentada na guerra comercial poderia impulsionar sectores exportadores e restaurar a confiança nos mercados.
Já o fracasso das negociações arrisca reavivar as tensões e penalizar as empresas com cadeias de aprovisionamento global.
O ponto alto da visita está marcado para quinta-feira, quando Trump e Xi se encontrarão no Grande Salão do Povo, em Pequim.