“Não foi passada nenhuma multa, até agora, essas pessoas iam entrar sem máscara, portanto num sítio onde ainda podiam estar sem máscara”, avançou o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Matos Fernandes, no âmbito de uma visita à Central de Comando do Metropolitano de Lisboa, para assinalar o início do plano de desconfinamento devido à pandemia da covid-19.

As 30 pessoas que apareceram sem máscara no Metropolitano de Lisboa até às 08:00, após serem interpeladas pelos agentes de segurança, “aceitaram de muito bom grado a sugestão” de ir comprar o equipamento de proteção individual, disponível nas máquinas de venda automática.

No Metro de Lisboa há 80 máquinas e no Metro do Porto existem 30 pontos de venda, indicou o ministro que tutela os transportes urbanos, referindo que a máscara descartável custa 1,50 euros e “a máscara reutilizável, que é aquelas que as pessoas devem comprar”, está disponível ao custo de três euros.

Pessoas viajam em um comboio da CP na estação de Sete Rios, Lisboa, 4 de maio de 2020. Portugal encontra-se em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência. Neste novo período, vai ser obrigatório o uso de máscaras em transportes públicos. MÁRIO CRUZ/LUSA
Pessoas à saída do metro na estação Marquês de Pombal, em Lisboa, 4 de maio de 2020. Portugal encontra-se em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência. Neste novo período, vai ser obrigatório o uso de máscaras em transportes públicos. MÁRIO CRUZ/LUSA
Pessoas viajam no metro de Lisboa, na estação Jardim Zoologico, em Lisboa, 4 de maio de 2020. Portugal encontra-se em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência. Neste novo período, vai ser obrigatório o uso de máscaras em transportes públicos. MÁRIO CRUZ/LUSA
Pessoas viajam no metro de Lisboa, na estação Marquês de Pombal, em Lisboa, 4 de maio de 2020. Portugal encontra-se em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência. Neste novo período, vai ser obrigatório o uso de máscaras em transportes públicos. MÁRIO CRUZ/LUSA
Pessoas na estação do metro do Marquês de Pombal, em Lisboa, 4 de maio de 2020. Portugal encontra-se em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência. Neste novo período, vai ser obrigatório o uso de máscaras em transportes públicos. MÁRIO CRUZ/LUSA
O ministro do Ambiente, José Pedro Matos Fernandes, visita a estação do metro Marquês de Pombal, em Lisboa, 4 de maio de 2020. Portugal encontra-se em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência. Neste novo período, vai ser obrigatório o uso de máscaras em transportes públicos. MÁRIO CRUZ/LUSA
Um agente da PSP monitoriza a entrada de utentes na estação de metro do Marquês de Pombal, em Lisboa, 4 de maio de 2020. Portugal encontra-se em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência. Neste novo período, vai ser obrigatório o uso de máscaras em transportes públicos. MÁRIO CRUZ/LUSA
Pessoas viajam no metro de Lisboa, na estação Marquês de Pombal, em Lisboa, 4 de maio de 2020. Portugal encontra-se em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência. Neste novo período, vai ser obrigatório o uso de máscaras em transportes públicos. MÁRIO CRUZ/LUSA
Pessoas entram em um autocarro numa paragem em Sete Rios, Lisboa, 4 de maio de 2020. Portugal encontra-se em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência. Neste novo período, vai ser obrigatório o uso de máscaras em transportes públicos. MÁRIO CRUZ/LUSA
Pessoas entram em um autocarro numa paragem em Sete Rios, Lisboa, 4 de maio de 2020. Portugal encontra-se em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência. Neste novo período, vai ser obrigatório o uso de máscaras em transportes públicos. MÁRIO CRUZ/LUSA

No caso de incumprimento do uso obrigatório de máscara nos transportes públicos, os utentes podem ser multados com coimas entre 120 e 350 euros.

“Não há aqui benevolência, nem tolerância nenhuma, essas pessoas estavam sem máscara num sítio onde podiam estar sem máscara. Quando iam entrar num sítio onde é necessária máscara, foram interpeladas antes disso, portanto quando entraram no metro já tinham a máscara posta”, reforçou João Matos Fernandes, referindo que a decisão de aplicar coimas compete a cada agente da autoridade.

A acompanhar o início do plano de desconfinamento, as forças de segurança estão a controlar as entradas e saídas de passageiros nas estações de transporte público.

“Não pode haver mais do que dois terços dos passageiros, todos os passageiros têm de andar com máscara e todos os modos de transporte têm de ser devidamente limpos, desinfetados e higienizados”, lembrou o governante, assegurando que as medidas já estão concretizadas na Transtejo/Soflusa, no Metro de Lisboa, no Metro do Porto, na CP – Comboios de Portugal, na Carris e no conjunto das empresas de autocarros pelo país fora.

“Esta é a primeira manhã de ‘stress’ e que está a correr muito bem”, declarou João Matos Fernandes.

Nos metros de Lisboa e do Porto, referiu, a hora de maior procura começa às 08:00, mas ainda não tinha havido mais do que 25% da lotação dos comboios.

A principal preocupação, indicou, tinha a ver com a Soflusa, que assegura a ligação fluvial entre Lisboa e o Barreiro, no distrito de Setúbal, porque quando era só permitida um terço da lotação de passageiros “algumas vezes na ponta da manhã chegava-se aos 40%”. Porém, até às 08:00 de hoje o barco “trouxe apenas metade dos passageiros quando podiam ir até aos dois terços, todos com máscara”.

“As pessoas estão a aderir, de facto o civismo e a cidadania dos portugueses estão a vir ao de cima, como têm vindo, aliás, neste último mês e meio e hoje está-se a sentir muito isso”, considerou o ministro do Ambiente.

Portugal contabiliza 1.043 mortos associados à covid-19 em 25.282 casos confirmados de infeção, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre a pandemia divulgado no domingo.

Relativamente ao dia anterior, há mais 20 mortos (+2%) e mais 92 casos de infeção (+0,4%).

No domingo, Portugal entrou em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.