Há cerca de dezoito meses que a rede estava a ser investigada. De acordo com um comunicado da GNR, os indivíduos dedicavam-se ao "fabrico e comercialização de artigos contrafeitos, em feiras e mercados ou através das redes sociais e sites de venda eletrónica, com ocultação à administração tributária dos proveitos obtidos com a atividade criminosa desenvolvida".
Os investigadores da GNR realizaram 114 buscas nos distritos de Castelo Branco, Setúbal, Lisboa, Aveiro, Braga, Viseu e Porto, onde localizaram 41 unidades de fabrico, armazenagem, distribuição e de intermediação de venda de produtos contrafeitos. Também foram investigadas 38 residências.
"A atividade criminosa desmantelada consistia no fabrico de vestuário e calçado em garagens, anexos de residências e zonas industriais, com utilização fraudulenta e não autorizada de marcas e patentes registadas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e sem o cumprimento de quaisquer obrigações declarativas em sede dos impostos sobre os rendimentos e do IVA".
A GNR precisa que a operação culminou com a apreensão de vestuário contrafeito cujo valor ascende a mais de 2 milhões de euros. A fraude ao Estado está, para já estimada em 500 mil euros.
Foram constituídos 25 arguidos, com idades entre os 18 anos e os 63 anos, sendo que os principais suspeitos se encontram indiciados na prática dos ilícitos criminais de associação criminosa, fraude fiscal qualificada, branqueamento de capitais, contrafação e fraude sobre mercadorias.
Nesta operação foram empenhados 115 militares da Unidade de Ação Fiscal, apoiados por efetivo dos Comandos Territoriais de Viseu, Aveiro e Setúbal e por forças da Polícia de Segurança Pública.