Juízes contestam proposta de novo mapa judiciário
Estudo do Governo propõe medidas para rentabilizar serviços e criação de novo tribunal de comércio no Algarve. Dirigentes de comarcas dizem ao Público que não conhecem documento, mas fazem críticas.
O Ministério da Justiça levou a cabo um estudo com uma proposta de novo mapa judiciário que já foi enviado para o Parlamento, mas cujos juízes dirigentes das várias comarcas ainda não conhecem. Contudo, alguns revelaram ao jornal Público já ter tido conhecimento informal de algumas das propostas — como a transferência de competências entre tribunais — e a maioria diz ter críticas a apresentar.
Entre as propostas presentes no documento, avança o jornal, está a criação do novo tribunal de comércio de Lagoa, que tem abertura prevista para setembro. Mas a maioria das medidas, contudo, relaciona-se com a distribuição de competências entre os vários tribunais. É o caso da proposta de realização de julgamentos de processos cíveis em tribunais de proximidade, numa tentativa de aproximar tribunais e populações, já que, diz o estudo, “não afetará a capacidade de resposta do atual sistema nem acarretará custos relevantes”.
Outra das ideias contidas no documento é a proposta de que alguns juízes possam ficar afetos não apenas a um único tribunal, mas sim a dois. O Público aponta como exemplo o caso de Amarante: no próximo concurso, os juízes que se candidatarem a esse juízo local cível terão de trabalhar também nos processos de Felgueiras.