Também há um protesto de motoristas em Madrid. Mas são da Uber
A Cabify e a Uber estão a oferecer viagens grátis em Madrid, Barcelona, Sevilha e Málaga até às 22h desta quarta-feira, como protesto contra a nova lei para veículos de aluguer com condutor. A lei, que pode ser aprovado na próxima sexta-feira, passa a decisão aos municípios de novas licenças para carros nestas plataformas o que, diz a associação de condutores da Uber e Cabify, pode acabar com 15 mil postos de trabalho.
Devido ao protesto, a maioria dos utilizadores destas plataformas não tem conseguido chamar um carro porque o sistema está “saturado”, noticia o El País. Eduardo Martin, presidente da associação para motoristas que utilizam as licenças de veículos com condutores (as “VTC”, licenças necessárias, em Espanha, para trabalhar com a Uber e Cabify), afirma que “a adesão por parte dos cidadão está a ser muito grande”.
Durante as viagens “grátis” (o limite são 30 euros, para evitar viagens grandes), os motoristas contam aos passageiros, como medida desta ação, as dificuldades no dia a dia de trabalho e que obstáculos vão ter, se a nova lei for aprovada.
Os taxistas espanhóis afirmaram que este protesto com viagens grátis — um custo que está a ser assumido pela Uber e Cabify e não pelos motoristas –, é ilegal e fizeram queixa à autoridade reguladora do mercado espanhola. Ao mesmo jornal, Sergio Vega, dirigente de uma associação taxista, apelida o protesto de “marketing”. Dois carros de plataformas eletrónicas foram vandalizados esta manhã, mas a continuação do protesto, que continua esta quinta-feira com uma concentração de motoristas em Madrid, tem decorrido sem confrontos.