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Estudo: Usar máscara faz com que as pessoas se sintam invencíveis?

Um novo estudo de Cambridge diz que não.

Ouso diligente de uma máscara aumenta a probabilidade de um indivíduo deixar de lavar as mãos ou tomar outras medidas de segurança? Segundo investigadores da Universidade de Cambridge, não. No novo estudo, publicado na BMJ Analysis, concluiu-se que o uso de uma máscara não torna as pessoas mais imprudentes em relação a outras medidas relacionadas com a Covid-19.

O estudo é pertinente já que, há uns meses, a OMS alertou que as máscaras faciais podem “criar uma falsa sensação de segurança que pode levar à negligência de outras medidas essenciais, como práticas de higiene das mãos”. 

Assim, a equipa de Cambridge decidiu investigar se os medos da OMS eram justificados. Para isso, tiveram que entender o conceito de compensação de risco.

Compensação de risco

A compensação de risco refere-se à ideia de que as pessoas geralmente têm um ‘nível’ de risco definido na vida no qual se sentem confortáveis. Como tal, as ações e decisões dos indivíduos geralmente dependem do nível de risco que identificam a qualquer momento. 

Embora a compensação de risco individual seja bastante direta, a compensação de risco entre populações mais amplas pode ser um pouco mais difícil de quantificar. Uma observação frequentemente ligada à compensação de risco em nível populacional é o alegado fenómeno de lesões em bicicletas sempre que é exigido que os ciclistas comecem a usar capacetes. A ideia é de que os ciclistas se sentem mais confortáveis em correr maiores riscos na estrada porque estão com o acessório.

Em suma, é exatamente esse o alerta da OMS. Assim como os ciclistas que usam capacetes tendem, supostamente, a ser mais imprudentes na estrada, os utilizadores de máscaras são mais imprudentes com relação à lavagem das mãos?

Várias investigações

Para responder a essa pergunta, os autores do estudo realizaram várias investigações. Primeiro, analisaram pesquisas anteriores que investigavam a legitimidade da teoria da compensação de risco de capacete/acidente e outra teoria de compensação de risco envolvendo vacinas contra o HPV. Muitos acreditam que a introdução destas vacinas estão a levar mais pessoas a fazer sexo inseguro.

A análise revela que não há muitas evidências para apoiar as teorias sobre o ciclismo ou sobre o HPV. Além disso, alguns estudos apresentam dados claros que mostram que as pessoas que recebem a vacina contra o HPV têm menos probabilidade de se envolverem em sexo sem proteção.

Em seguida, foram analisadas 22 revisões com foco na eficácia do uso de uma máscara para impedir a transmissão viral. Todos esses dados abrangeram mais de 2.000 famílias, e muitos desses projetos também recolheram dados sobre hábitos de higiene das mãos. Essa pesquisa não indica que usar uma máscara aumenta as chances de as pessoas deixarem de lavar as mãos. Alguns estudos mostram que as pessoas que usam sempre máscaras em público costumam lavar as mãos com mais frequência.

Além disso, três dos estudos analisados observam que as pessoas geralmente se afastam de outras que usam máscara. Isso sugere que o uso de máscaras também não interfere no distanciamento social.

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