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Água aumenta 4% e ligações à rede serão gratuitas em Vila do Conde

A fatura da água aumenta 4%, as ligações à rede vão passar a ser gratuitas (mas quem já pagou não será ressarcido) e a cobertura chegará às freguesias de Bagunte, Ferreiró, Outeiro Maior e Parada. São estas as principais conclusões da negociação entre a Câmara de Vila do Conde e a Indáqua. O tarifário entrou em vigor na terça-feira.

Os restantes pontos serão alvo de uma adenda ao contrato de concessão, que terá que ser submetida à ERSAR (Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos) e aprovada pela Assembleia Municipal.

“Este foi um trabalho moroso e de grande complexidade que desenvolvemos durante meses”, explicou, esta quarta-feira, em conferência de imprensa, a presidente da Câmara, Elisa Ferraz. A autarca diz que está a cumprir o que prometeu, em campanha eleitoral, aos vilacondenses: renegociar o contrato de concessão, minimizando os custos da água e estendendo a cobertura da rede.

A proposta da concessionária, recordou, era subir a fatura em 6%. Elisa Ferraz diz que conseguiu “minimizar” a subida, que será, agora, de 4% (na água e no saneamento, já que na recolha de lixo não haverá aumentos). Assim, uma família que consuma, em média 10 m3 mensais passa a pagar 39,70 euros em vez de 38,41 euros. O novo tarifário só foi hoje divulgado, mas entrou em vigor ontem.

Relativamente às ligações à rede, cujos valores andavam à volta dos 1500 euros, passarão a ser gratuitas, um “incentivo” que a Câmara espera venha, agora, contribuir para diminuir a taxa de não ligação (para quem tem rede à porta) que, em Vila do Conde, atinge os 19%. O problema, admite a autarca, é para quem já fez a ligação e o respetivo pagamento, já que não está previsto o reembolso, embora este seja um tema “que está ainda em cima da mesa”.

Prevista vai passar a estar ainda a extensão da cobertura de rede às freguesias de Bagunte, Ferreiró, Outeiro Maior e Parada, até agora excluídas.

As duas cláusulas fazem parte de uma adenda ao contrato de concessão, cujo memorando foi já assinado a 21 de dezembro e que terá, agora, que ser aprovada pela ERSAR e pela Assembleia Municipal.

Em “troca”, a autarquia abdicará de parte da renda que recebe da concessionária, no valor de 400 mil euros anuais. Elisa Ferraz diz que esta foi “o entendimento possível”, tendo em conta que há um contrato de concessão assinado, em vigor desde 1 de janeiro de 2009 e válido por 40 anos, que o município “tem a obrigação de respeitar”.

Origem
JN
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