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Portugal é o país com melhor desempenho em termos de políticas climáticas

Portugal está entre os países com desempenho climático mais alto segundo o Índice de Desempenho das Alterações Climáticas, divulgado esta segunda-feira na cimeira do clima das Nações Unidas, em Katowice (Polónia). Para o parâmetro das políticas climáticas Portugal conseguiu mesmo um primeiro lugar.

Em termos globais, Portugal está em 14º lugar — ou em 17.º lugar, se contarmos com os três primeiros lugares estão normalmente vazios, por se considerar que nenhum país atinge um nível muito alto no desempenho em relação às alterações climáticas

Na avaliação sobre Portugal, o índice refere que as energias renováveis têm “uma parte relativamente alta” do setor energético e que as metas para 2030 são “ambiciosas”, referindo-se ao objetivo obter nessa data 80% da sua eletricidade a partir de fontes renováveis.

Portugal subiu um lugar na lista em relação ao ano passado, mas no índice aponta-se “o fraco desempenho” no setor dos transportes, apelando-se a “mais investimentos no transporte público e na mobilidade elétrica”.

Outro ponto positivo é o objetivo de conseguir a neutralidade carbónica [emissões de gases com efeito estufa, sobretudo dióxido de carbono, equivalentes ao que o coberto vegetal consegue absorver] em 2050, delineado no Roteiro para a Neutralidade Carbónico apresentado pelo governo na semana passada.

“Portugal é o último dos países que ainda consegue ficar no grupo de países com classificação “alta”, a mais elevada atribuída”, destaca a ZERO em comunicado.

No que toca ao consumo energético, Portugal está na categoria “médio”.

A associação ambientalista recomenda para Portugal o fim do uso de carvão para produção de eletricidade, aumento da energia renovável nas casas para produção de eletricidade e climatização, aposta no transporte público de baixas emissões, na eficiência energética e na sustentabilidade da agricultura e florestas.

Na primeira posição (4.º lugar) do Índice a Suécia reincide, seguida de Marrocos e Lituânia.

Abaixo de Portugal, abrindo a categoria “médio”, figuram Ucrânia, França, Brasil e entre os piores classificados estão países como os Estados Unidos, Irão, Coreia do Sul e Arábia Saudita.

O maior emissor mundial de gases com efeito de estufa, a China, está no 33.º lugar do índice. Entre 2014 e 2016, as emissões chinesas não aumentaram, mas em 2017 e 2018 registou-se novo aumento.

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