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Abertura dos mercados: Wall Street respirou de alívio e pôs Europa a subir mais de 1,5%

Jornal Negócios

O alívio da tensão entre Washington e Pequim impulsionou o mercado norte-americano e está a levar as acções europeias a registarem a maior subida dos últimos dois meses.

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,97% para 5.425,56 pontos

Stoxx 600 ganha 1,56% para 373,05 pontos

Nikkei valorizou 1,53% para 21.645,42 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 1,0 ponto para 1,613%

Euro recua 0,17% para 1,2257 dólares

Petróleo em Londres sobe 0,34% para 68,25 dólares o barril

Bolsas europeias sobem mais de 1,5%

As bolsas europeias estão a registar fortes subidas esta quinta-feira, 5 de Abril, em mais uma sessão em que o mercado “caminha” ao sabor das notícias que vão chegando sobre a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Depois de a resposta de Pequim à lista de bens publicada por Washington ter penalizado as acções europeias na sessão de ontem, o mercado norte-americano acabou por fechar em alta – apenas umas horas depois – reagindo às declarações do Secretário do Comércio dos Estados Unidos, que afirmou que o país não está em guerra com a China, abrindo a porta a negociações.

As afirmações de Wilbur Ross foram suficientes para garantir subidas de mais de 1% em Wall Street, um optimismo que se estende hoje à sessão europeia.

Os receios e a incerteza dos investidores em torno desta guerra iminente entre as duas maiores economias do mundo têm motivado reacções exacerbadas por parte do mercado, que rapidamente passa de perdas acentuadas para ganhos expressivos.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 1,56% para 373,05 pontos, depois de ter já valorizado um máximo de 1,6%, a maior subida desde 12 de Fevereiro (considerando as variações intradiárias).

Em Lisboa, o PSI-20 sobe 0,97% para 5.425,56 pontos, com o BCP a destacar-se com uma valorização de 2,66% para 27,04 cêntimos.

Juros da Grécia em mínimos do início de Fevereiro

Os juros associados à dívida da Grécia a dez anos estão novamente em queda, beneficiados pela possibilidade de o Eurogrupo concordar com um alívio da dívida do país condicionado ao crescimento da economia. A ‘yield’ das obrigações a dez anos recua 1,6 pontos para 4,086%, o valor mais baixo desde 9 de Fevereiro.

O alívio dos juros estende-se, de resto, à generalidade dos países do euro. Em Portugal, os juros no prazo de referência descem 1,0 ponto para 1,613%, em Espanha caem 0,4 pontos para 1,162% e em Itália aliviam 0,9 pontos para 1,734%. Na Alemanha, pelo contrário, os juros sobem 1,4 pontos para 0,513%.

Dólar recupera com alívio da tensão

O índice que mede a evolução do dólar face às principais congéneres mundiais está a recuperar 0,16%, beneficiando do alívio da tensão entre Washington e Pequim na frente comercial.

Já a moeda única europeia cai 0,17% para 1,2257 dólares.

Petróleo em alta com queda das reservas

O petróleo está a negociar em alta ligeira nos mercados internacionais, impulsionado pelos dados que mostram que as reservas de crude dos estados Unidos registaram a maior descida desde Janeiro, quando os analistas antecipavam um aumento de 2 milhões de barris.

Além disso, a matéria-prima está a beneficiar do alívio da tensão em torno da guerra comercial, que afastou os investidores das ‘commodities’.

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 0,24% para 63,52 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, valoriza 0,34% para 68,25 dólares.

Ouro desce 0,5%

O ouro, que tem servido de refúgio aos investidores numa altura de tensão entre as duas maiores economias do mundo, está hoje a perder terreno, devido ao alívio dos receios. O metal amarelo desce 0,51% para 1.326,45 dólares enquanto a prata desvaloriza 0,46% para 16,2430 dólares.

Origem
JN
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