Tecnologia

Exercício nacional de cibersegurança testa cenário de eleições a 3 e 4 de abril

O Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) organiza, a 3 e 4 de abril, o segundo exercício nacional que terá como "pano de fundo" um processo eleitoral, anunciou hoje o CNCS.

Em comunicado, o centro informou que o exercício terá como “pano de fundo o processo eleitoral e todas as suas envolventes” e o objetivo é exercitar “o processo de decisão de forma a garantir uma resposta coordenada a todos os níveis dentro das entidades participantes”.

Outros objetivos são “testar os mecanismos de cooperação”, “processos de troca de informação e ainda as atividades de cooperação e/ou planos de contingência a nível nacional”.

Ao todo, participam no exercício 25 organizações, “entre autoridades nacionais, reguladores setoriais, operadores de serviços essenciais, operadores de telecomunicações, órgãos de comunicação social e outras entidades da administração pública”, lê-se no comunicado.

Este será o segundo exercício nacional organizado pelo CNCS, centro coordenador operacional e autoridade nacional especialista em matéria de cibersegurança em Portugal, este ano em cooperação com a Comissão Nacional de Eleições (CNE), e que terá o apoio da Agência Europeia para as Redes e Sistemas de Informação (ENISA).

Em outubro de 2018, numa altura em que foram publicadas várias reportagens sobre “fake news” ou notícias falsificadas em Portugal, foi anunciado que a CNE e o CNCS estavam a preparar iniciativas-piloto para tentar minimizar esse fenómeno nas eleições europeias e legislativas de 2019.

As “fake news”, notícias falsificadas ou manipulação para fins políticos, ganharam importância nas presidenciais dos EUA que ditaram a eleição de Donald Trump, no referendo sobre o ‘Brexit’ no Reino Unido e, mais recentemente, nas presidenciais no Brasil, em que ganhou o candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro.

Em Portugal registaram-se alguns casos de “fake news”, nomeadamente um que envolveu a coordenadora do BE, Catarina Martins, por alegadamente usar um relógio avaliado em 20 milhões de euros.

O Centro Nacional de Cibersegurança já tinha informado, em abril de 2018, que ia colaborar este ano numa iniciativa europeia para “mitigar os problemas” com eventuais perturbações nas eleições ao Parlamento Europeu como as que afetaram os EUA ou o referendo no Reino Unido.

Origem
SAPO24
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