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Leão viu o caminho para o Jamor no GPS do espanhol Marcano

Diario Noticias

Pela segunda vez nesta época, o Sporting eliminou FC Porto no desempate por penáltis. Dragões mereciam mais, Conceição teve um erro de cálculo e o seu central fez o resto

O Sporting está no Jamor, palco que não pisa há duas temporadas – vai disputar a final com o Desp. Aves. Não foi fácil, talvez nem tenha sido muito justo, mas os leões não têm culpa da horrível noite de Marcano – ofereceu o golo a Coates e foi o único a falhar na lotaria dos penáltis – e das opções de Sérgio Conceição que quis defender o empate antes do tempo.

No final do tempo regulamentar, o 1-0 para o Sporting não era um resultado fiel ao que se tinha passado nos 90 minutos, nos quais o FC Porto foi quase sempre mais equipa. Os leões até começaram bem e deram um sinal da ambição aos seus adeptos nos dez minutos iniciais, mas foi só até aos 41 minutos quando Gelson Martins não levantou a cabeça e centrou para ninguém após uma bela jogada do ataque leonino que começou à esquerda e terminou à direita.

O FC Porto era uma formação tranquila, motivada pelo triunfo na Luz, sabia que liderava a eliminatória e por isso ia enervando os leões com sucessivas triangulações do seu meio-campo – Herrera, Óliver e Otávio – e as diagonais de Brahimi. Ainda assim era um jogo pouco incisivo mas a responsabilidade pertencia ao Sporting que precisava de fazer pela vida.

A alma de Battaglia, os raides de Gelson, o critério de Bruno Fernandes e a perfeição dos dois centrais não chegava. Futebol sem balizas era o que mais se via em Alvalade.

Veja o resumo do jogo

VAR e discussões

O segundo tempo teve mais emoção, mas sempre com o FC Porto mais cómodo no jogo (e na eliminatória). Soares teve uma boa hipótese para decidir as coisas, mas Coates e Mathieu puseram cobro à situação, depois a seguir o francês deslizou na área e a bola tocou na sua mão esquerda; Jorge Sousa e o VAR mandaram seguir. Sérgio Conceição trocava Soares por Aboubakar e o camaronês até colocou mais problemas ao Sporting que o brasileiro.

Aos 72 minutos Jesus decidiu fazer qualquer coisa, Ristovski rendeu o lesionado Piccini e o macedónio deu uma nova alegria e inconformismo ao flanco direito leonino. À entrada daquele que se pensava ser o último quarto de hora via-se que Sérgio Conceição não acreditava minimamente num golo do Sporting e por isso retirou primeiro Otávio e depois Óliver para fazer entrar Sérgio Oliveira e Diego Reyes. Quis fechar o jogo e a eliminatória mas, de repente, com as substituições esgotadas, viu Coates, aos 85 minutos, receber a tal prenda de Marcano e fuzilar a baliza de Casillas. A eliminatória estava igualada. Na jogada seguinte o FC Porto viu o VAR anular um lance em que a bola beijou três vezes os ferros. Mas o FC Porto acabaria aí, os jogadores discutiam muito uns com os outros porque não estavam minimamente à espera de se verem na iminência de ficar afastados da final do Jamor.

No prolongamento, o Sporting esqueceu os problemas físicos e esteve mais perto do segundo golo com três oportunidades clamorosas que Gelson Martins, sobretudo este, Montero e Bruno Fernandes não aproveitaram.

No desempate por penáltis aconteceu o mesmo que em Braga na meia-final da Taça da Liga, com o Sporting a ser novamente mais forte (os homens chamados a marcar não falharam), desta feita fruto da incompetência de Marcano que atirou ao poste esquerdo no primeiro remate. Há noites assim. Ontem o espanhol mostrou ao Sporting, que não sofre golos em casa para as provas internas desde 5 de novembro com o Sp. Braga, o melhor caminho para o Jamor quando se percebia que a equipa de Jorge Jesus estava com sérios problemas de orientação. E os leões são agora favoritos a fazer a dobradinha… das taças – a final com o Desp. Aves está marcada para o dia 20 de maio.

Origem
DN
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