Sociedade

AR.CO. Feira oferece arte contemporânea a “preços low-cost”

A pensar em colecionadores em potência e em novos públicos, a feira de arte contemporânea disponibiliza durante o próximo mês obras de arte a um preço mais simpático.

Os ventos da AR.CO já se fazem sentir em Lisboa e, à quarta edição, a feira de arte contemporânea traz uma novidade, já testada com sucesso na última congénere madrilena. Trata-se da iniciativa #eucomproumaobra, uma parceria da Fundação ARCO e da KOYAC (Kicking Off Young Art Collecting), onde serão postas à venda obras até dois mil euros (líquidos).

A ideia é, explica a organização numa nota enviada ao i, “estimular jovens a colecionar arte contemporânea” e “atrair novos públicos para o colecionismo de arte”. Além dos preços, por exemplo, as galerias possibilitam o pagamento a prestações, o que demonstra também as mudanças no mundo do colecionismo, que agora começa a debruçar-se para uma geração que, mais do que a posse, valoriza a experiência. Este trabalho tem vindo a ser desenvolvido pela KOYAC, “um projeto que procura promover coleções de arte numa nova escala, oferecendo ao seu público uma seleção de peças que não excedam os 2500€”.

A AR.COlisboa convidou as galerias que participarão na edição deste ano – que retorna à Cordoaria Nacional entre 16 e 19 de maio – para selecionar obras para esta iniciativa. Dessa seleção constam mais de 50 trabalhos de artistas como Ernesto Neto, José Pedro Croft, Nelson Leirner, António Ballester Moreno, Waltercio Caldas, Marilá Dardot ou Ignasi Aballí e que podem ser adquiridas no site da KOYAC (www.koyac.net) até dia 15 de maio. Na página, os trabalhos escolhidos pelos curadores estão também organizados por autores e preços – Virgil’s Drum, de Dealmeida Esilva (2018), custa 1150 euros; os trabalhos de Veronica Escudero variam entre os 365 e os 1090 euros. Já o Labirinto (2011), de Joana da Conceição, pode ser arrematado por 1700 euros, e Search Engine (5), de Katja Angeli (2018), custa 1940 euros, por exemplo. Atenção que algumas das peças apresentadas no site já incluem impostos, daí o valor ser superior aos tais dois mil euros. As obras podem, entretanto, ser visitadas nas galerias que representam os artistas.

Origem
Jornal i
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